terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sobre o Tempo

O texto é um pouco longo mais vale muito a pena lermos e refletirmos sobre as nossas ações. Foi escrito por Robert Wong, consultor renomado e escritor, para a HSM Management.

Algumas pérolas do texto que valem a pena destacar:

"Todos temos apenas 24 horas por dia, nem mais nem menos. A diferença está em como você usa essas 24 horas."

"Quando você perde o foco no presente, investindo seu tempo em memórias ou antecipando dificuldades futuras, diminui a capacidade de superar seus desafios no presente."

Boa leitura!

Robert Wong

Sobre o Tempo

Todos temos apenas 24 horas por dia, nem mais nem menos. A diferença está em como você usa essas 24 horas.

De nada adianta ter saúde (física, mental e espiritual) e não ter tempo para aproveitá-la. O tempo, essa moeda comum a qualquer ser humano, independente da classe social, também respeita a trilogia do presente, passado e futuro. Todos temos 24 horas por dia, nem mais nem menos. A diferença está em como você usa essas 24 horas.

A civilização ocidental abandona, perigosamente, o próprio presente. Você é filho de uma civilização que submete as pessoas a resultados. O sistema de produção capitalista ajudou a humanidade a dar um tremendo salto. Gerou superávits em várias áreas. Teve mais acertos que erros, o que consolidou a fé no sistema, que se baseia no planejamento, na projeção futura, na aferição de resultados.

Felicidade gera resultados

O sistema capitalista nos condiciona a conseguir resultados primeiro para ser feliz depois. Conseqüência: você vive tão pressionado por resultados que perde contato com o presente. Deixa escapar sua alma infantil e se entrega à angústia do futuro. Ou aos pesadelos do passado.
Mas o contrário é que é verdadeiro. São pessoas felizes que geram resultados. Felizes, vinculamo-nos uns aos outros e ampliamos nossa criatividade e competitividade. Com pouco, fazemos muito. E muito com qualidade.
Para recuperar o presente, você deve estar consciente de que o tempo disponível em sua vida vem em pacotes fixos. Cada minuto conta. Nosso tempo é limitado e o tempo perdido não se recupera. Não se pode “economizar” o tempo. Ele é instantâneo e passa.
Quando somos crianças, nos entregamos ao tempo presente. Você se lembra? É o período de maior acumulação de conhecimento de nossas vidas. Se você já se esqueceu de quando era criança, observe qualquer menino ou menina. O tempo não passa para as crianças. Porque elas estão concentradas no presente. Apenas no presente. A ponto de Jesus ter dito, no tempo presente, “é das crianças o reino dos céus”.
A partir da adolescência, abrimos mão do paraíso terrestre. Você começa a cristalizar sua visão de mundo. Antecipa e deseja os vários paraísos possíveis. E acaba trazendo para a sua vida os vários infernos possíveis. O espectro do futuro começa a fazer sombra em seu dia-a-dia. A preocupação se instala. Mas preocupar-se é ocupar-se antes do tempo. É sofrer por antecipação. E ao se ocupar de uma situação que, se ocorrer, será apenas no futuro, você sofre hoje, gastando um tempo precioso. Um tempo perdido e irrecuperável.

O símbolo do Infinito

Todos somos familiarizados com o símbolo do infinito, representado como se fosse um número “8” deitado. A esquerda representa a eternidade do nosso passado e a direita a eternidade do nosso futuro. Olhando bem, os dois lados são espaços “vazios”, pois são tempos que não podem ser vividos – o da esquerda já aconteceu e o da direita pode ser que nem aconteça.
O que existe de concreto é o ponto de cruzamento dos dois arcos – a eternidade do momento presente, que é uma dádiva, uma jóia – onde as coisas de fato acontecem, onde a vida é efetivamente vivida. É a única realidade. O danado da coisa é que, ao invés de viver o presente em sua totalidade, desperdiçamo-lo pensando ou no passado ou no futuro, ou seja, ficamos naqueles espaços vazios. Não se pode pensar o presente; ele só pode ser vivido no presente, nem antes nem depois, e de preferência com equilíbrio. Isso dá sentido à nossa vida.
Conforme dizem, os jovens vivem, dentro da normalidade, pensando no futuro e os idosos revivendo o passado. Na coletividade humana, o grupo mais sustentavelmente feliz é o das crianças, pois vivem o presente, sem as ocupações do passado nem as preocupações do futuro. Também os namorados e os apaixonados (não necessariamente só pela pessoa amada, mas os apaixonados pela sua missão de vida, pela vocação), pois voltam a ser crianças; até falam e agem como tal. Pelo comportamento, pelo entusiasmo e pela forma de comunicação são como crianças... mais uma demonstração da importância de resgatar o nosso lado criança dentro da trilogia essencial.
O passado e o futuro são importantes à medida que usamos o presente para:

- Aprender as lições deixadas pelo passado (tantas as nossas como as dos outros) e reparar as falhas ou preencher as lacunas ou realizar as coisas que não podíamos ou não queríamos fazer no passado;
- Planejar e preparar o caminho/terreno e realizar as tarefas/atividades para ter um futuro melhor e mais promissor para nós e para os outros.

Lembre-se: a sua cota de tempo enquanto vivo, seja qual for o período que fique entre nós, é limitada. O tempo que perde em antecipações inúteis é jogado fora. Sem chances de recuperar.

As expressões típicas da juventude, que se alastram pela idade adulta, são: “quando eu conseguir meu primeiro emprego...”, ou “quando eu sair de casa...”, ou ainda, “quando eu me formar...”. Você vive virtualmente no futuro. Mas sofre ou é feliz, concretamente, aqui, no presente. À medida que envelhece, você muda também seu relacionamento psicológico com o tempo. Surgem as lembranças: “na minha época era diferente...” ou “quando eu era jovem...”. De novo, gasta energia emocional e desperdiça seu precioso tempo de vida. Vive no passado.
A razão é simples. Tudo o que aconteceu no passado só faz sentido se você puder utilizar como sustentação de suas ações no presente. Ao recuperar e usar o conhecimento, a experiência e a sabedoria acumulados, você amplia suas chances hoje.

Mas viver de bravatas e de registros de sucesso no passado vira perda do tempo presente. O que diminui seu potencial e sua eficiência para superar suas dificuldades.

Quando você perde o foco no presente, investindo seu tempo em memórias ou antecipando dificuldades futuras, diminui a capacidade de superar seus desafios no presente.

Há um ditado popular chinês que sabiamente afirma:

- Seu problema tem solução?
Então por que se preocupar?
- Seu problema não tem solução?
Então por que se preocupar?”

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Leitura da semana



Certa vez, circulando por uma livraria, me peguei folheando alguns livros do escritor Paulo Coelho.

Pouco conhecia de sua obra, mas algo sempre me chamou a atenção: Todas as criticas, mistérios e historias em volta do escritor.

Entre varias perguntas, as mais frequentes em minha mente eram: será puro marketing? Ou apenas por excentricidade?

Cada qual poderá encontrar as respostas para seus questionamentos e matar suas curiosidades sobre Paulo Coelho lendo sua biografia, escrita por um velho conhecido do escritor, o jornalista Fernando Morais.

O livro apresenta com uma linguagem agradável os principais fatos que constituíram o mago que conhecemos hoje.

Uma vida conturbada, cheia de altos e baixos e repleta de aventuras. Uma indicação para quem deseja conhecer o mago, e compreender sua obra.

Boa leitura!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

As melhores festas de Réveillon do mundo

Paris

A Champs-Élysées fica tomada por quase 600 mil pessoas. Todas à espera do momento em que as luzes da avenida e da Torre Eiffel se acendem. O show de luzes é bonito, mas a multidão, o frio e um clima de "não era bem isso que eu esperava do Réveillon em Paris" podem tornar a coisa meio chocha. Um ótimo jeito de animar a noite é passar a virada num barco sobre o Sena (Bateaux Parisiens, bateaux parisiens.com; desde € 320, com jantar incluído; a volta ao cais é à 0h30).

Sydney

Cerca de 1,5 milhão de pessoas se reúnem na região do porto para assistir à queima de fogos na Ponte Harbour. Em 2008, foram 5 toneladas de fogos de artifício e um investimento de 4 milhões de dólares. Para não ficar na aglomeração (nem ter de chegar ao meio-dia para garantir um bom lugar), uma boa é a festa do parque de diversões Luna Park (harbourparty.com; ingressos desde US$ 113). Além de estar à beira do porto, com ótima visão dos fogos, rolam DJs e brinquedos, como a roda-gigante Ferris Wheel, de 40 metros de altura. Se você preferir começar 2010 num ambiente mais glamouroso, uma filial da boate Pacha fará uma festa badaladíssima na casa noturna Ivy (merivale.com).

Cidade do Cabo

Lá a festa é no dia 2 de janeiro. O Tweede Nuwejaar, ou Segundo Ano-Novo, tem origem no século 18, quando a data era a única folga dos escravos da cidade ao longo do ano. Desde então, ela é comemorada com dança e música pelas ruas do centro. Dezenas de pequenas bandas desfilam em sequência rumo ao bairro Bo-Kaap, com seus integrantes vestidos com roupas supercoloridas. No dia 31, dá para descer no bondinho da Table Mountain, às 23h, e ganhar uma taça de vinho a bordo. Para jantar, o Signal (27-21/410-7080, capegrace.com) serve uma ceia por 238 dólares por pessoa, com direito a festa com DJ em seguida e vista para a queima de fogos no Waterfront.

Los Cabos

Localizado na pontinha da península mexicana da Baja California Sur, entre o Pacífico e o Mar de Cortez, Los Cabos é um point de celebridades. O lugar em especial para encontrá-las é o resort Las Ventanas (lasventanas.com). No Réveillon do ano passado, as atrizes Jeniffer Aniston e Courtney Cox e os cantores Ben Harper e Sheryl Crow cearam todos juntos. A festa da virada do hotel também é uma das mais disputadas: tem shows ao vivo de guitarristas e apresentações de mariachis, além, é claro, de fogos de artifício à beira da praia. O preço é de 350 dólares por pessoa.

Orlando

Passar as festas na Disney é uma tarefa que exige disposição. Os parques ficam lotados e, para assistir à tradicional queima de fogos do Epcot ou do Magic Kingdom à meia-noite, é preciso chegar de manhã, pois eles fecham ao atingir a capacidade máxima. Quem não estiver com crianças pode esticar a noite no Citywalk, na Universal (universalstudios.com) - animada e menos muvucada. As casas noturnas do complexo, como o Hard Rock Café e o Latin Quarter, organizam comemorações com shows e bufê.

Nova York

Com um frio de mais ou menos 10ºC negativos, a festa na rua é superrápida mas emocionante. O ponto alto rola na Times Square, onde há um enorme telão em que é feita a contagem regressiva. À meia-noite, uma bola gigante estoura e há uma chuva de papeizinhos coloridos. Quem fica pertinho chega, em média, 12 horas antes. Com meia hora de antecedência, ainda dá para ficar próximo ao Central Park e ver o bochicho, de longe. Depois da virada, restaurantes como o 230 Fifth (230-fifth.com) e o Hudson Terrace (hudsonterracenyc.com; ingresso por cerca de US$ 150) são palcos de boas festas com direito a vista da cidade, já que estão em amplas coberturas de Manhattan.

Las Vegas

A famosa Strip, trecho do Las Vegas Boulevard que reúne os mais luxuosos hotéis da cidade, fecha para carros durante a virada. Ali, à meia-noite, há queima de fogos. Em seguida, rolam shows e mais fogos no Fremont Street Experience (vegasexperience.com). Da rua, a pedida é ir a festanças como a da superbalada Pure (1-702/731-7873, purethenightclub.com). Por fim, aproveite os bons hotéis com diárias em promoção. Seis noites no Luxor (1-877/386-4658, luxor.com) saem por 750 dólares.

Dubai

Apesar de ser um país muçulmano, as comemorações seguem o calendário gregoriano e não deixam nada a dever às dos países ocidentais: a ambição do emirado é tornar a queima de fogos do Réveillon uma das maiores do mundo (em 2007, havia 25 pontos ao longo da praia para um show de dois minutos). O grande epicentro é, claro, no sete-estrelas Burj Al Arab (jumeirahinternational.com), o hotel-cartão-postal em forma de vela de barco. Quem não topa pagar 2 000 dólares para participar do baile de gala do hotel (com direito a champanhe, ceia e shows de música) pode conseguir um espacinho na areia da praia pública em Jumeirah. De lá, tem-se uma visão panorâmica do espetáculo pirotécnico. Mais modesto, no Jumeirah Beach Hotel (jumeirahinternational.com) a festa sai por 240 dólares por pessoa, com canapés e minigarrafa de champanhe. O problema fica por conta do imprevisível. Em 2008, o xeque cancelou, na última hora, as comemorações ao ar livre (é, justo os fogos) em solidariedade aos palestinos mortos na Faixa de Gaza.

Madri

A tradição entre os madrilenos é acompanhar, debaixo de zero grau, a contagem regressiva na Puerta del Sol e comer 12 uvas, uma a cada badalada da meia-noite. Mas, se esse hábito não o atrai muito, se refestele com outros: comer e cair na balada. A ceia do restaurante La Bola (34-91/547-6930, labola.es) custa cerca de 100 euros por pessoa. De lá, dá para rumar para baladas como a Kapital (34-91/420-2906, grupo-kapital. com) e encerrar a noite com churros com chocolate na centenária Chocolateria San Ginés (Calle Pasadizo de San Ginés, 5, 34-91/365- 6546), aberta até as 7 da manhã.

Para os atletas da B2 Running

I Corrida Palmeiras Arrancada Heróica

Data 13/12/2009
Local Em frente ao Jockey Club de SP
Horário 07:00
Endereço Av. Lineu de Paula Machado, 1263
Bairro JARDIM EVEREST
Cidade SÃO PAULO
Estado SP
CEP 05601001
País BR

Encerramento das inscrições: 6/12/2009
Descrição
A I Corrida Palmeiras Arrancada Heróica é uma iniciativa de caráter esportivo social dirigido ao público praticante de corrida de rua.

Sorteios de:
- 4 participantes para entrada no estádio com os jogadores.
- 4 participantes para visita ao CT do Palmeiras.
- 10 camisas autografadas dos atuais jogadores.
Programação
HORÁRIO ATIVIDADE
07h00 Abertura do evento
07h30 - 07h45 Alongamento + Aquecimento
08h00 Largada corrida
09h30 Premiação
09h30 - 10h00 Sorteios
10h00 Alongamento
11h30 Encerramento

Retirada de Kits
RETIRADA DE KITS PRÉ-PROVA
Local: Centauro do Bourbon Shopping, 2º andar, loja nº 124/125
Endereço: R. Turiassú, 2100
Data: nos dias 11 e 12 de Dezembro
Horário 1: das 14h00 às 22h00 de segunda à sexta
Horário 2: das 10h às 18h de sábado e domingo
* Não serão entregues, em hipótese alguma, kits no dia da prova

RETIRADA DE CHIP
Somente nos dias da Retirada do Kits Pré Prova. Não haverá entrega de Chips no dia da Prova
Informações Adicionais
Regulamento

Premiação
- Serão oferecidos troféus para os 5 melhores colocados nas categorias geral feminina e geral masculina


- Todos os participantes, que tiverem seus nomes chamados para premiação, deverão encaminhar-se imediatamente à área do pódio para o recebimento dos prêmios


- Os participantes que não estiverem presentes na entrega das premiações a que fizerem jus receberão o troféu via correio em até 30 dias corridos no endereço colocado no ato do cadastro

Observações
Quem pode participar
Acima de 18 anos no dia da prova, ou 16 e 17 anos completos com a autorização dos pais.

- As inscrições serão limitadas a 2200 (dois mil e duzentos) corredores
- A escolha do tamanho das camisetas poderá ser feito acordo com a disponibilidade de estoque. Os tamanhos são: P, M, G, GG masculino e M baby look
- A organização poderá a qualquer tempo, sem prévio aviso, suspender ou prorrogar prazos e aumentar ou limitar o número de inscrições do evento em função de necessidades e disponibilidades técnicas ou estruturais.

GUARDA-VOLUME
O Guarda-Volume ficará à disposição das 6:30h às 11h, podendo estender-se por mais 15 minutos. O material deixado e não retirado até o horário limite, será enviado à sede da organização, localizada na Rua Alvarenga, 2227, Butantã, onde ficará à disposição do proprietário por 15 dias corridos das 10h às 17h.

Trajeto
A corrida será disputada na distância de 7 km

- A largada será realizada na Av. Lineu de Paula Machado (sentido USP)
- Retorno na rua Romão Gomes
- Retorno Av. Lineu de Paula Machado (sentido pte. Cidade Jardim)
- Esquerda na Av. Augusto José de Queirós
- Entrar pelo portão 12 no Jockey Clube
- Percurso dentro do Jockey e a chegada será em frente à tribuna especial do Jockey Clube

Patrocínio - Palmeiras
Apoio - Adidas, Centauro, Agua Schin e Marathon

Realização
Queps Sports e Ativo Sports Marketing

Organização
Majesty Sports
CÂMBIO
Outras Moedas // Dólar Comercial


Dólar comercial (em R$) 1,7080 1,7100 0,47%
Dólar turismo (em R$) 1,6300 1,8200 4,12%
Dólar paralelo (em R$) 1,8200 1,9200 1,62%
Euro (em R$) 2,5592 2,5610 0,4%
Libra (em R$) 2,8541 2,8589 0,18%
Pesos arg. (em R$) 0,4476 0,4481 0,54%

A crise vista por dentro

William Handorf é diretor do Federal Home Loan Bank of Atlanta e ex-diretor do Federal Reserve de Richmod na gestão de Alan Greenspan. É também professor da George Washington University. Ele vivenciou de perto a crise econômica que atingiu os EUA – e refletiu no mundo todo – em 2008 e afirma: “Nós aprendemos com a crise e agora temos mecanismos mais eficazes para calcular riscos. Infelizmente, pagamos um preço muito alto por isso.”

Em visita ao Brasil a convite da Fecomercio e da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB) Handorf explicou o surgimento da crise, suas consequências e a situação dos Estados Unidos (EUA). “A responsabilidade pela situação atual é toda dos EUA”, diz. Na opinião do especialista, a crise financeira foi motivada, em grande parte, por uma atitude criminosa dos profissionais de banco responsáveis por conceder crédito. “Os empréstimos não tinham regulação alguma”, critica

Um exemplo da falta de regulação fica evidente nos processos de concessão de crédito dos bancos. Handorf conta que, quando alguém procurava um empréstimo para comprar uma casa de US$ 1 milhão e não tinha renda suficiente, o responsável pela liberação do dinheiro fraudava o processo acrescentando falsos ganhos à renda do interessado. “‘Você tem marido? Então vamos colocar que ele ganha US$ 100 mil. Você tem cachorros? Ah, então mais US$ 20 mil por treinamento de animais. Toca piano? Ótimo, você ganha US$ 10 mil dando aulas.’ E assim concediam o empréstimo e cumpriam suas cotas”, conta.

O preço das casas compradas desse modo começou a subir e, animados com a valorização, os consumidores americanos, que já não podiam pagar suas dívidas, passaram a gastar mais. Para arcar com as novas despesas, os imóveis eram refinanciados, criando títulos podres que não poderiam ser pagos. Isso gerou um ciclo que sempre aumentava o risco dos empréstimos, até os bancos pararem de receber e começarem a quebrar.

A partir daí alguns Estados entraram em crise pela especulação, outros por problemas com as indústrias, até que o desemprego chegou a 23%. Muitas pessoas perderam suas casas. “Uma das coisas mais tristes da crise é isso: ver pessoas dormindo na rua ou em igrejas”, lamenta Handorf. Outro problema da crise é que muitas pessoas foram atingidas, mas poucas estão se recuperando.

Os americanos só estão gastando com aquilo que realmente precisam, o que desacelera a economia e torna mais lenta a recuperação. O governo de Barack Obama já projeta um déficit de mais de US$ 1 trilhão para este ano (2009), equivalente a 8,5% do Produto Interno Bruto americano. “Mas eu estou certo de que o Brasil pode comprar parte de nossas dívidas, agora que vocês estão com uma grande reserva de dólares”, brinca. Contudo, Handorf mostra-se otimista quanto a 2010. “Acredito que o ano que vem será de recuperação, como foi 2002-03. Infelizmente, sem criação de empregos”, arremata.

No Brasil, a situação é bem menos preocupante. A previsão do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, é de que o país crie cerca de dois milhões de postos de trabalho no próximo ano.

Postado por: Paulo Patriani