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terça-feira, 5 de abril de 2011

Como fazer amigos e influenciar pessoas por Dale Carnegie

No seu livro: Como fazer amigos e influenciar pessoas, muito mais do que o título pode sugerir, Dale Carnegie escreve, na verdade, um manual de psicologia. Ensinando a melhor forma de lidar e liderar pessoas.

Como cita em seu livro, John Rockefeller disse uma vez: “A habilidade em lidar com pessoas é uma mercadoria negociável como açúcar ou café.. E irei pagar mais por essa mercdoria do que qualquer outra que esteja abaixo do sol.” Após 80 anos, a afirmação de Rockefeller continua sendo mais válida ainda, já que no século XXI, não há nada mais rentável e importante do que reunir e influenciar pessoas.

Quanto às dicas, das quais considero serem muito valiosas, estudadas no livro são:

1- Comece com um elogio e uma honesta avaliação.
2- Chame a atenção para os erros das pessoas indiretamente.
3- Fale sobre seus próprios erros antes de criticar a outra pessoa.
4- Faça perguntas ao invés de dar ordens diretas.
5- Numa situação difícil, poupe a outra pessoa.
6- Elogie a menor melhoria no desempenho e elogie ainda mais a cada esforço.
Seja verdadeiro na avaliação e generoso nos elogios.
7- De a outra pessoa uma boa reputação.
8- Encoraje os outros, faça que com que um erro pareça ser fácil de corrigir.
9- Faça com que a outra pessoa se sinta feliz ao fazer algo que você sugeriu.

terça-feira, 29 de março de 2011

A Arte da Administração do Tempo

É de fato uma arte, e uma das mais preciosas. Assim como a habilidade de lidar com pessoas, a Administração do Tempo é uma das commodities mais preciosas da vida.

Então vamos lá, três dicas úteis para ajudar no dia-a-dia:

1 – Separe Compromisso de Tarefas e planeje sua semana:

Compromissos são atividades com data e hora de início e fim.
Tarefas são atividades que podem ser feitos em qualquer horário, porém para um planejamento eficaz é importante que vc estabeleça exatamente o período de duração de cada tarefa.

2 – Não planeje mais do que 70% do seu dia:

Entre os Compromissos e Tarefas planeje apenas 6 horas do seu dia útil. No dia-a-dia, muito provavelmente, vão surgir urgências e circunstancias que vc vai ter que se dedicar pelo menos 30% do seu tempo. Se vc planejar mais do que 6 horas, vai ter que lidar com o sentimento de frustração de não conseguir dar conta da sua programação.

3 – Reuniões e Planejamentos são mais eficazes quando feito na Quarta ou Sexta:

Um planejamento feito do meio para o fim da semana tem maior probabilidade de dar certo, pois as pessoas estão mais dispostas a parar e refletir do que no início da semana. Estudos mostram que no começo da semana, as pessoas estão mais dispostas a executar e resolver as tarefas.

domingo, 27 de março de 2011

Perfil de Luis Stuhlberger

Lição de vida. Isso é o que resume a palestra de Luis Stuhlberger gestor do fundo Verde do Credit Suisse Hedging-Griffo.

Em poucas oportunidades na vida, você vai ver um gestor tão bem sucedido dizer que “...as oportunidades na vida são 5 ou 6, o resto e o day-by-day”. Ou então, “...ficar parado é melhor do que atirar para todos os lados...”. Ou simplesmente se perguntar, o por quê um goleiro não fica parado quando é cobrado o pênalti, se a estatística comprova que a maior parte dos chutes são feitos centro do gol?

Para conhecer mais essa figura ilustre e inteligentíssima, segue uma reportagem que deu a revista Piauí.

http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-25/figuras-das-financas/bilhoes-e-lagrimas

Perspectivas Economia Brasileira 2011

Tive a oportunidade de participar de uma palestra sobre as perspectivas para 2011 com Rubens Sardenberg, economista chefe da Febraban. Muito elucidativa, por sinal. Mostra que não há sinais na conjuntura econômica de desaceleração no curto prazo. Ao contrário, o desemprego é recorde de baixa e o crédito continua a manter financiar o crescimento do PIB que alcançou R$ 3,675 trilhões, crescimento de 7,5% em 2010.

Dentre os pontos de destaque, precisamos ficar atentos:

Câmbio – A valorização excessiva do Real já causa desintrustrialização.

Política Fiscal – Corte nos investimentos preocupa a sustentação da economia no longo prazo.

Política Monetária – Elevação na taxa de juros para conter a inflação.

No curto prazo, o que realmente preocupa é manter a meta de inflação.

No longo prazo, a grande dúvida é se vamos conseguir fazer a lição de casa para Copa e Olimpíadas e se feito, será que vamos conseguir pagar a conta?

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Bovespa perde os 60 mil pontos

"Bovespa perde os 60 mil pontos e retoma nível de setembro Análise gráfica sugere que rompimento deste suporte pode representar o aprofundamento das perdas ao longo dos próximos dias." - Valor online - 19/05/10.

Para onde será que vai o índice nos próximos dias?! Óbvio, vamos agitar um pouco o mercado e lucrar com a retomada da razão nas próximas semanas.

Às vezes me pergunto; - Existe racionalidade no mercado financeiro, ou realmente apenas seguimos a manada mesmo?

No mesmo jornal, a notícia é; “Petrobras comunica à ANP nova descoberta de óleo em Albacora Leste”. A PETR4 encerrou o pregão com queda de 1,85%. VALE5 encerra o mesmo pregão com queda de 1,88%. Alguém viu a cotação do minério de ferro nos últimos 12 meses? Ok pode haver ajuste de preços no futuro dado a vertiginosa elevação dos preços, mas então pergunto de novo; - Analisaram a tendência de demanda dessa commodity?

Sem ser ingênuo, todos sabemos da volatilidade do nosso mercado em razão do humor internacional e do fluxo de saída de dinheiro nesses momentos. Entretanto o que justifica uma queda de 20% do ativo (de $49 para $39) em apenas uma semana? Seria falta de governança corporativa nessas empresas? Acho que não...

De fato, pode jogar fora seus livros de finanças sobre análise fundamentalista quando investir no Brasil. É melhor estudar Psicologia de Massas, a chance de aumentar a rentabilidade do portfólio é maior!
Ah, ia me esquecendo... Estou comprando!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O que pode ser melhor do que de grátis?

Esse foi o título de uma reportagem da HSM de outubro, que tenta explicar a economia do "free" na internet. A questão é que a economia baseada na troca do conhecimento por dinheiro já não é mais a regra que prevalece no mundo virtual. Nenhum vendedor de enciclopédia conseguiria hoje concorrer com a Wikipédia, por exemplo.

Kevin Kelly, responsável pelo blog Technium (http://www.kk.org/thetechnium/), parece ter achado a chave para a questão. Kelly afirma que o conteúdo precisa virar serviço, pois o valor sobre o que se vende só pode estar no cliente, e não mais apenas no conteúdo. Ele enumera oito pontos e cita exemplos de como transformar o conteúdo em serviço, que pode ter mais apelo do que o conteúdo gratuito para negócios on-line:

1-Imediatismo; Pagamos para assistir aquele filme que estréia hoje no cinema, mesmo sabendo que passará na TV um dia.

2-Personalização; Quanto vale um CD autografado por Michael Jackson?

3-Interpretação; Um software pode ser grátis, mas o manual (ou o curso) custa R$ 10 mil.

4-Autenticidade; O medicamento de marca é mais caro que o genérico.

5-Acessibilidade; A proposta da IpodStore é dar acesso a qualquer música existente. A acessibilidade está relacionada com a economia do tempo, também.

6-Objetos físicos / Experiência; A música na internet é grátis, mas o álbum com a arte do nosso artista favorito, não é.

7-Autoria; A presença da empresa tira a conexão com o autor. As pessoas estão mais dispostas a gastar quando tem o contato direto com o autor.

8-Findability (“Encontrabilidade”); Parte do valor que percebemos numa marca de roupas é saber que ela já selecionou os modelos que gostamos.

O artigo cita ainda que o sábio Peter Drucker já dizia: “o cliente raramente compra aquilo que você acha que está vendendo”. Então, realmente o paradigma da velha economia precisa ser quebrado para fazer sentido num mundo virtual.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sobre o Tempo

O texto é um pouco longo mais vale muito a pena lermos e refletirmos sobre as nossas ações. Foi escrito por Robert Wong, consultor renomado e escritor, para a HSM Management.

Algumas pérolas do texto que valem a pena destacar:

"Todos temos apenas 24 horas por dia, nem mais nem menos. A diferença está em como você usa essas 24 horas."

"Quando você perde o foco no presente, investindo seu tempo em memórias ou antecipando dificuldades futuras, diminui a capacidade de superar seus desafios no presente."

Boa leitura!

Robert Wong

Sobre o Tempo

Todos temos apenas 24 horas por dia, nem mais nem menos. A diferença está em como você usa essas 24 horas.

De nada adianta ter saúde (física, mental e espiritual) e não ter tempo para aproveitá-la. O tempo, essa moeda comum a qualquer ser humano, independente da classe social, também respeita a trilogia do presente, passado e futuro. Todos temos 24 horas por dia, nem mais nem menos. A diferença está em como você usa essas 24 horas.

A civilização ocidental abandona, perigosamente, o próprio presente. Você é filho de uma civilização que submete as pessoas a resultados. O sistema de produção capitalista ajudou a humanidade a dar um tremendo salto. Gerou superávits em várias áreas. Teve mais acertos que erros, o que consolidou a fé no sistema, que se baseia no planejamento, na projeção futura, na aferição de resultados.

Felicidade gera resultados

O sistema capitalista nos condiciona a conseguir resultados primeiro para ser feliz depois. Conseqüência: você vive tão pressionado por resultados que perde contato com o presente. Deixa escapar sua alma infantil e se entrega à angústia do futuro. Ou aos pesadelos do passado.
Mas o contrário é que é verdadeiro. São pessoas felizes que geram resultados. Felizes, vinculamo-nos uns aos outros e ampliamos nossa criatividade e competitividade. Com pouco, fazemos muito. E muito com qualidade.
Para recuperar o presente, você deve estar consciente de que o tempo disponível em sua vida vem em pacotes fixos. Cada minuto conta. Nosso tempo é limitado e o tempo perdido não se recupera. Não se pode “economizar” o tempo. Ele é instantâneo e passa.
Quando somos crianças, nos entregamos ao tempo presente. Você se lembra? É o período de maior acumulação de conhecimento de nossas vidas. Se você já se esqueceu de quando era criança, observe qualquer menino ou menina. O tempo não passa para as crianças. Porque elas estão concentradas no presente. Apenas no presente. A ponto de Jesus ter dito, no tempo presente, “é das crianças o reino dos céus”.
A partir da adolescência, abrimos mão do paraíso terrestre. Você começa a cristalizar sua visão de mundo. Antecipa e deseja os vários paraísos possíveis. E acaba trazendo para a sua vida os vários infernos possíveis. O espectro do futuro começa a fazer sombra em seu dia-a-dia. A preocupação se instala. Mas preocupar-se é ocupar-se antes do tempo. É sofrer por antecipação. E ao se ocupar de uma situação que, se ocorrer, será apenas no futuro, você sofre hoje, gastando um tempo precioso. Um tempo perdido e irrecuperável.

O símbolo do Infinito

Todos somos familiarizados com o símbolo do infinito, representado como se fosse um número “8” deitado. A esquerda representa a eternidade do nosso passado e a direita a eternidade do nosso futuro. Olhando bem, os dois lados são espaços “vazios”, pois são tempos que não podem ser vividos – o da esquerda já aconteceu e o da direita pode ser que nem aconteça.
O que existe de concreto é o ponto de cruzamento dos dois arcos – a eternidade do momento presente, que é uma dádiva, uma jóia – onde as coisas de fato acontecem, onde a vida é efetivamente vivida. É a única realidade. O danado da coisa é que, ao invés de viver o presente em sua totalidade, desperdiçamo-lo pensando ou no passado ou no futuro, ou seja, ficamos naqueles espaços vazios. Não se pode pensar o presente; ele só pode ser vivido no presente, nem antes nem depois, e de preferência com equilíbrio. Isso dá sentido à nossa vida.
Conforme dizem, os jovens vivem, dentro da normalidade, pensando no futuro e os idosos revivendo o passado. Na coletividade humana, o grupo mais sustentavelmente feliz é o das crianças, pois vivem o presente, sem as ocupações do passado nem as preocupações do futuro. Também os namorados e os apaixonados (não necessariamente só pela pessoa amada, mas os apaixonados pela sua missão de vida, pela vocação), pois voltam a ser crianças; até falam e agem como tal. Pelo comportamento, pelo entusiasmo e pela forma de comunicação são como crianças... mais uma demonstração da importância de resgatar o nosso lado criança dentro da trilogia essencial.
O passado e o futuro são importantes à medida que usamos o presente para:

- Aprender as lições deixadas pelo passado (tantas as nossas como as dos outros) e reparar as falhas ou preencher as lacunas ou realizar as coisas que não podíamos ou não queríamos fazer no passado;
- Planejar e preparar o caminho/terreno e realizar as tarefas/atividades para ter um futuro melhor e mais promissor para nós e para os outros.

Lembre-se: a sua cota de tempo enquanto vivo, seja qual for o período que fique entre nós, é limitada. O tempo que perde em antecipações inúteis é jogado fora. Sem chances de recuperar.

As expressões típicas da juventude, que se alastram pela idade adulta, são: “quando eu conseguir meu primeiro emprego...”, ou “quando eu sair de casa...”, ou ainda, “quando eu me formar...”. Você vive virtualmente no futuro. Mas sofre ou é feliz, concretamente, aqui, no presente. À medida que envelhece, você muda também seu relacionamento psicológico com o tempo. Surgem as lembranças: “na minha época era diferente...” ou “quando eu era jovem...”. De novo, gasta energia emocional e desperdiça seu precioso tempo de vida. Vive no passado.
A razão é simples. Tudo o que aconteceu no passado só faz sentido se você puder utilizar como sustentação de suas ações no presente. Ao recuperar e usar o conhecimento, a experiência e a sabedoria acumulados, você amplia suas chances hoje.

Mas viver de bravatas e de registros de sucesso no passado vira perda do tempo presente. O que diminui seu potencial e sua eficiência para superar suas dificuldades.

Quando você perde o foco no presente, investindo seu tempo em memórias ou antecipando dificuldades futuras, diminui a capacidade de superar seus desafios no presente.

Há um ditado popular chinês que sabiamente afirma:

- Seu problema tem solução?
Então por que se preocupar?
- Seu problema não tem solução?
Então por que se preocupar?”